quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Praxes

Só tenho três dias de praxe em cima de mim, mas tenho um ano de experiências contadas sobre o tema. A minha opinião é que a praxe humilha as pessoas - pelo menos a maioria.
Na minha experiência pessoal -até agora- é que a praxe faz-se bem. Sou sincera, estou lá para experimentar mas não é um objectivo ficar lá até ao fim. 
Nunca me trataram mal, nem me mandaram fazer nada que eu não quisesse. Canto as músicas, grito etc mas não fiz muito mais do que isso. 
Um conselho? Saibam dizer não. A sério pessoal, digam não. Ninguém vos obriga a olhar para o chão. Se não querem fazer alguma coisa não façam. Acabou. Digam não - eles não vos obrigam! A praxe têm de ser uma coisa positiva e não para humilhar ninguém. Não participem em humilhações. Não façam nada que seja contra os vossos princípios. Experimentem a praxe, conheçam as pessoas da praxe mas não se deixam levar à exaustam por causa disto. 
Há vida para além das praxes. E acreditem em mim, não precisam da praxe para se integrarem! 

3 comentários:

  1. A (verdadeira) praxe não humilha, integra,. Agora, sim, é importante que as pessoas saibam dizer não quando algo vai contra os seus princípios físicos e/ou morais. Fui praxada e praxo e em nenhum momento me senti humilhada, assim como nunca me obrigaram a fazer algo que não queria. É fundamental irmos de espírito aberto e prontos para nos desafiarmos, porque a praxe é para nos divertirmos, é para estreitarmos ligações, é para conseguirmos colmatar as saudades e não ficarmos fechados no nosso mundo, porque muitas pessoas veem de fora, sem conheceram alguém e acabamos por nos libertar.
    Nem todas as pessoas vão ter feitio para fazer parte desta realidade e isso não é melhor ou pior. É o caminho de cada um

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  2. Ainda me falta muito para isso, mas sempre que o tema num post é praxe eu fico a pensar que acho que não gostava de alinhar nisso. Mas também penso que irei ficar "de fora", que não me irei integrar não sei. Mas tens razão, se for para humilhações não se deve entrar. Mas eu pensava que era "obrigatório" ou assim...
    Beijinhos

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  3. Eu adorei ser praxada. Ninguém me humilhou, brincámos juntos. Claro que há a conotação do caloiro e dos doutores numa óptica de hierarquia (que acaba por ser uma sátira interessante ao que encontramos quando começamos a trabalhar), mas tive sempre a opção de dizer que não -como tu tão bem aconselhas- mas simplesmente nunca foi necessário porque foram brincadeiras engraçadas que me permitiram conhecer todos os espaços e imensas pessoas!

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