sexta-feira, 31 de maio de 2019

5 de 12 | Maio

Como gosto de o intitular, maio é o mês dos estudantes. Maio é o mês dos testes, das entregas mas também o mês das serenatas, das despedidas, das festas, e de ver o sol nascer.
E este ano, Maio ganhou ainda mais sentido e emoção. 

Nunca vou conseguir descrever a 100% tudo o que vivi este mês, nunca vou conseguir agradecer tudo o que me aconteceu este mês - mesmo as coisas menos boas. 
Comecei o mês a batizar os meus caloiros, a ser surpreendida com um pedido de apadrinhamento e a pensar que não ia aguentar estas emoções todas durante o mês inteiro. Vieram as serenatas, o traçar de capas e o momento de abraços fortes, e chegou o tão esperado dia de finalistas. 

A imposição das insígnias, os abraços de quem sempre esteve presente, o almoço que irei recordar por muitos anos e a missa de finalistas - sim, porque aproveitei tudo o que tinha direito neste dia. 
Chegou o tão esperado enterro da gata, e com ele vieram as fotos aleatórias, as conversas com desconhecidos, as conversas profundas e as tardes no café só para recuperar. 
E estudante que é estudante deixa tudo para o ultimo dia por isso, acabou o enterro e chegaram as datas de entrega de trabalhos. Chegaram as tardes a estudar, a fazer trabalhos de grupo e relatórios finais.
Foi também neste mês que chegou o ultimo dia de estagio, a última aula da licenciatura e assim, o fim de uma etapa. 

Este mês foi também mês de cafés com as minhas pessoas, mês de decisões e ponderações e, sobretudo, foi um mês de descobertas. Fiquei mesmo feliz com as pessoas que redescobri este mês, com os momentos que passamos juntos e com memórias que fomos criando. Há aqueles que ficam, ano após ano, e aqueles que aparecem e te marcam de uma maneira diferente. 

Fiz seis anos de namoro, e apesar de não o termos celebrado juntos, foi mais uma vitória que conquistamos juntos.

O Benfica foi campeão nacional, os ÁTOA lançaram um CD e eu marquei mais uma viagem (e já são duas na agenda!). 

Maio foi, sem dúvida, um mês de surpresas.




segunda-feira, 20 de maio de 2019

Campeão Nacional


Meu Grande Benfica ❤️



sexta-feira, 17 de maio de 2019

o fim de uma etapa

e caiu a ficha.
percebi agora que sou mesmo finalista, que acabou a praxe - para sempre, e que tenho mesmo três afilhadas (não sei bem como). 
só agora, depois de ver todas as fotos, de ler tudo e mais alguma coisa, de ouvir todas as músicas é que percebi que isto acabou tudo. 

nunca vou conseguir descrever em palavras tudo aquilo que se sente quando se vive este percurso de uma maneira tão intensa. o meu primeiro ano foi o melhor ano de sempre, e a partir daí, as coisas só pioraram. felizmente consegui que o fim do percurso valesse por todo o ano péssimo que tive. 
fui tão feliz no meu pedido de apadrinhamento. aquelas miúdas surpreenderam-me tanto e de uma maneira tão bonita. de tudo aquilo que era possível eu imaginar elas conseguiram superar - como superam sempre. 

senti as serenatas de uma maneira muito especial. não por serem as serenatas mas por ser o acumular de todo um ano. e chorei. chorei quando a abracei e disse "eu não aguento isto." depois lá tive o meu abraço-casa e recompus-me. até que vieram ter comigo e disseram as palavras mais inesperadas e mais bonitas que podiam ter sido ditas naquele dia. 

vivi o dia de finalistas como tudo aquilo que tinha direito. sem desistências, sem pressas e com muito sono e cansaço acumulado. mas foi incrível. porque esteve lá toda a gente que fez parte do percurso. tive comigo aqueles que estão sempre e também tive aqueles que já não estão comigo mas que mesmo assim estiveram naquele dia. e percebi que as pessoas que ganhei podem nem durar para sempre, mas as memórias que construímos juntos vão durar. 

o cortejo foi o último acontecimento, era aqui que eu achava que me ia cair a ficha. mas não foi. vivi o cortejo de uma maneira muito diferente dos últimos dois anos. disse tudo o que tinha a dizer aqueles que praxei e agradeci por todas as coisas boas que fizeram durante este ano. tenho muito orgulho naqueles miúdos e nas pessoas que eles se tornaram. agradeço imenso aos meus doutores que estiveram lá, e que me fizeram perceber que a praxe nunca acaba. é só um fechar de um ciclo. 

ganhei muitas pessoas boas neste percurso, ganhei muitos abraços que me reconfortaram. ganhei muitas experiências novas, e aprendi muito com estas pessoas. porque no final, o que conta são as pessoas que conquistaste e as aprendizagens que tiraste, e não os 18's no final do semestre. 








terça-feira, 14 de maio de 2019

Praxe | O fim


Caloirada,


Acabou a melhor experiência da vossa vida. Acabou aquele que seria o melhor ano do vosso percurso académico. Acabou aquele que é, para mim, o melhor método e a melhor técnica de integração e quebra-gelo que pode existir: a praxe.

Espero que consigam perceber a razão de cada flexão, espero que agora consigam perceber quem está ao vosso lado mesmo sem tirar os olhos do chão. Espero que já consigam perceber a grande magia deste fenómeno que é a praxe.
Espero, mesmo, que daqui a dois anos os vossos putos consigam sentir respeito por vocês, que consigam olhar para o chão durante todo o ano de praxe e que não reclamem de todas as ordens que vocês dão. Espero, sinceramente, que consigam transmitir alguns valores que a praxe vos incutiu. Que nunca se esqueçam que quando um enche, enchem todos. E, infelizmente para vocês, agora deixa de ser flexões e passa a ser tudo na vida. A partir de agora não têm pessoas vestidas de preto a orientarem-vos nem a darem a cara por vocês. A partir de agora, quando um fizer merda, vão fazer todos. A partir daqui é uma descoberta e um desafio.
Apoiem-se uns aos outros, sejam amigos uns dos outros e mais importante que isso tudo, não deixem que ninguém desista, caloirada.
Com amor, doutora Catarina


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Ensino superior | praxe

A praxe é contagiante!
     O meu ano de caloira está a acabar! Agora que lembro de tudo o que fiz, o ano passou demasiado rápido. Parece que foi ontem que cheguei a universidade no dia das matrículas e fui abordada com a pergunta “Queres fazer parte da praxe?”. Eu não questionei sequer o que era a praxe, simplesmente disse que sim pois seria um novo desafio que eu queria descobrir.
     A praxe é sem dúvida a tradição mais linda que eu já vi e vivi, digam o que quiserem, a praxe é contagiante. Inicialmente, ouvi muitas opiniões sobre a praxe, sobre aquilo que devia ser e até mesmo sobre o que era a minha praxe e, através dessas opiniões, construí uma postura que não foi de todo a mais adequada para o ambiente. Realmente foi muito confuso para mim obedecer a pessoas da minha idade ou até mais novas que eu. Na minha cabeça não fazia sentido estar ali a ouvir aquelas pessoas a pedirem para olhar para o chão, para não falar com meus colegas em bloco e até mesmo a tratar pessoas novas por “você”, enfim eu não sabia nada, aliás, um caloiro nunca sabe. Eu vivi um ano de caloira muito intenso, foi complicado no início aceitar que a condição necessária para estar na praxe era obedecer e respeitar as ordens. Depois da aceitação vem o amor, amor ao curso, ao macacão, aos meus colegas e aos momentos que conseguimos construir. Nesses pouco menos de 9 meses, senti tanta coisa que é difícil reportar em palavras.
     O primeiro ano de universidade é sempre o mais difícil, com a distância dos familiares, ter que criar novos laços e tudo isso leva-nos ao cansaço emocional e estar sozinha não ajuda nada. Nesses momentos a praxe esteve lá, quando as coisas não corriam bem em casa, quando as amizades não estavam a funcionar com a distância, quando o relacionamento já não resultava, a praxe esteve sempre lá e sem me aperceber, aquilo que era um desafio tornou-se a ponte de todos os laços emocionais, um refúgio para tudo aquilo que não corria bem. E hoje sinto uma enorme gratificação por tudo o que a praxe conseguiu transmitir, não se trata só de integração mas também união, respeito, amizade, solidariedade e acima de tudo, uma família através dos sorrisos, das brincadeiras, das lágrimas, dos momentos sérios e memoráveis. Quando estava em praxe, não conseguia pensar em mais nada a não ser naquilo que estava a fazer naquele momento. Houve muitas lágrimas sim, houve momentos em que pensei em desistir, houve momentos em que só queria desaparecer dali, houve momentos em que ninguém entendia o porquê de querer tanto a praxe, mas também houve alturas em que eu só queria que aquele dia tivesse mais horas só para estar mais tempo com todos, houve momentos mágicos, houve muito orgulho e alegria. Vou sentir imensas saudades de ser praxada, de ouvir na cabeça por erros evitáveis, saudades de cada abraço, de cada música e de cada hino de curso que só demonstrava que eu fiz a escolha certa quando não desisti, quando não virei as costas.
     Na reta final sentimos as coisas em contagem decrescente, e é aqui que a praxe se torna contagiante, na compra do traje, o sentimento de “tudo valeu a pena” e um orgulho enorme, uma felicidade sem dimensões. Obviamente que qualquer aluno pode vestir o traje e eu não sei qual é a sensação de quem está de fora, mas para mim o traje simboliza muito mais que a academia, simboliza o amor ao meu curso, a cada momento passado em bloco e com os meus doutores, o orgulho de conseguir chegar ao fim, de conhecer pessoas incríveis, simboliza a melhor experiência que vivi e é o testemunho que isto não acaba aqui.
      A praxe é contagiante e é uma experiência para a vida toda, aconselho a todos que experimentem pois a praxe não é o que a sociedade fala, não é o que a tua família receia, a praxe é aquilo que cada um sente, um culminar de emoções e lições que vão andar sempre connosco durante a vida académica, são momentos únicos. Experimentem e aproveitem porque cada minuto vale a pena e infelizmente, passa muito rápido.
caloira de educação

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Música | Inspiração da semana

Trago-vos mais uma música dos ÁTOA. Esta música é um pouco diferente daquilo que estamos habituados, tem uma letra muito forte e que fala sobre uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. Aconselho muito a ouvirem e a sentirem a mensagem. 

"A tua presença faz toda a diferença"

quarta-feira, 1 de maio de 2019

4 de 12 | Abril

Abril foi um mês bom! Apesar de tudo o que me deixou em baixo, o balanço final é positivo.


Em Abril, trabalhei pela primeira vez no dia de Páscoa. Contra tudo aquilo que acredito e defendo fui trabalhar porque há coisas que nós não controlamos. Sendo eu crente como sou, a Páscoa é dia de família, dia de tradições - e não dia de ir ao shopping.
Em Abril, tive a minha segunda praxe 24h, desta vez como doutora e incrivelmente gostei mais quando fui caloira.
Fui às jornadas de Educação, e foi sem dúvida dos momentos mais altos do meu mês.

Começaram os trabalhos da universidade, os testes e os estudos no dia anterior.
Tive encontros casuais com pessoas muito boas, e que me deixaram mega feliz. Tive momentos de raiva e tristeza como nunca tinha tido, mas percebi rapidamente que nem toda a gente vale o stress que te causa. Tive a sorte de ter pessoas ao meu lado que pegaram em mim e me levaram a respirar, "calma Cat, isto passa. Vamos passear."
Praxei muito. E desfrutei deste pré-maio. Aceitei as diferenças de ideias, e tive de ceder muitas vezes porque a praxe é isso. Sinto que praxar foi das melhores coisas que fiz este ano, e sinto-me tão calma quando o estou a fazer.


A saudade já me invade o coração todos os dias, e só consigo pensar no quanto vou chorar na próxima semana.

Maio é sem dúvida o mês que mais boas recordações - dos anos anteriores - e sei que este ano vai ser muito característico, por ser o meu ultimo mês de maio, como o mês dos estudantes universitários. Espero que seja surpreendentemente bom!