quinta-feira, 30 de abril de 2020

49 dias depois...

Nem todos reagimos as coisas da mesma maneira. Nem todos somos produtivos da mesma maneira e com as mesmas condições. 
Tenho de ser sincera, está-me a custar muito ser produtiva nestas circunstâncias. 
Quando acordo e abro as redes socais percebo que metade das pessoas que sigo já fez mil e uma coisas e eu continuo na cama. E isso ainda me desmotiva mais. 

Ninguém estava preparado para isto. Fomos todos apanhados de surpresa e a verdade é que eu achei, no início, que eram quinze dias em casa e depois tudo voltava à normalidade. Inocente, eu sei, mas nunca achei que passado quarenta e nove dias continuava em casa fechada. 

fico muito feliz por todos aqueles que conseguem ser produtivos e se conseguem reinventar nesta altura. fico feliz por todos aqueles que conseguem dar dicas úteis a alguém sobre motivação e produtividade. Ontem foi um dia extremamente complicado porque simplesmente não estava a conseguir responder como queria a este isolamento. Se há dias que estou super motivada e super feliz, ontem estava só cansada de estar aqui fechada e só me apetecia furar a quarentena e ir para a praia (não o vou fazer, não se preocupem).

Com isto só quero transmitir que ninguém é mais do que ninguém por conseguir ser produtivo. Ninguém é melhor que ninguém por estar a adorar estar em casa. Ninguém tem de me obrigar a estar todos os dias bem disposta, nestas circunstâncias. As redes sociais andam a impingir-nos que devemos estar sempre bem, lindas e arranjadas mas é mentira. devemos sentir-nos bem quando fazemos alguma coisa que nos estava a custar. devemos celebrar as pequenas vitórias nem que seja a vitória de tirar o pijama ou de completar um trabalho.

Cuidem da vossa saúde e celebrem as pequenas vitórias diárias. 
Lembrem-se que ninguém está sempre bem nem sempre feliz. 

sábado, 25 de abril de 2020

Música| #AmanhãVaiSerMelhor

Ironia é no dia da liberdade estarmos presos em casa.
 

"Estamos finalmente a viver a vida sem pressa, 
mas parece que isso só nos lembra que vivemos numa guerra, proibida a despedida a quem a peste leva. Vamos sair disto juntos mas a luta vai ser dura, não se abraça quem cá fica nem se beija quem se enterra. morreremos mais da doença ou morreremos mais da cura?"

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Alguém sabe o que é a Mediação (educacional) ? 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Série | The good place

Esta é uma série bem leve que nos faz esquecer a realidade que estamos a viver e consegue fazer-nos soltar gargalhas de uma forma muito espontânea.

A série fala-nos de como é a vida após a morte, sem falar em questões religiosas. Diz-nos que existe o lugar bom, onde vão as pessoas boas - e por isso os quatro protagonistas da série- e do lugar mau onde vão as pessoas cuja a vida na terra não foi boa. Eleanor Shellstrop, a protagonista da série, vai para o lugar bom, porém sabe que houve um engano pois a vida dela não foi assim tão boa. Por essa razão, ao longo dos episódios, Eleanor aprende a como ser uma boa pessoa e a tornar-se merecedora do lugar bom. 

A série não é só gargalhadas, ao longo dos episódios e de forma muito subtil, conseguimos refletir sobre a nossa vida, sobre se existe ou não algo para além da vida na terra e de que forma é que conseguimos avaliar se somos de facto boas pessoas. Somos convidados a refletir sobre temas que por vezes nos esquecemos, como por exemplo, se somos a melhor versão de nós próprios? 

O elenco é fantástico, a ideia está muito bem conseguida, na minha opinião e o suspense e o mistério que é deixado de episódio para episódio fez com que eu ficasse presa ao ecrã. Os episódios não têm mais de 25min o que para mim é um grande ponto a favor. Aconselho-vos a ver e a deixarem-se envolver pela história. 


sexta-feira, 17 de abril de 2020

Digam-me que não sou a única que não consigo ser produtiva e que ODEIA aulas online, por favor. 
(nem vamos falar dos trabalhos de grupo)

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Páscoa 2020

Cá em casa vivemos a Páscoa de uma forma muito intensa. Este ano foi impossível fazer alguma coisa que se parecesse ao que é habitual. Não andamos no compasso pascal, não tivemos um almoço de família nem andamos a visitar a nossa família de casa em casa. Limitamos-nos a ficar em casa, como tem sido habitual. 
No entanto, tentamos colorir aquele dia que estava condenado a ser cinzento. Durante a semana preparamos tudo como se fosse realmente existir um verdadeiro dia de Páscoa: fizemos as limpezas da Páscoa, decoramos a sala, assistimos à semana santa pelo facebook, recolhemos flores e decoramos a casa, assistimos ao filme "O filho de Deus" e fizemos os doces típicos. 
Como tinha de ser uma Páscoa diferente, decidimos usar a nossa criatividade e a companhia umas das outras (porque felizmente somos três irmãs) e fizemos a nossa própria camisola de Páscoa. Se há camisolas de Natal porque não pode haver de Páscoa?

Pegamos numa t-shirt branca e decoramos com coisas típicas de Páscoa. O meu primeiro pensamento foi "devo ter cinco anos para voltar a fazer isto e a pintar camisolas" mas depois fiquei feliz porque fiz alguma coisa diferente. Porque usei a minha criatividade e ocupei o meu tempo. 

Esta Páscoa vai ser recordada para sempre, não pelos melhores motivos mas porque conseguimos trazer um bocadinho mais de cor ao dia tão cinzento. Porque temos de ver sempre as coisas em prespetiva. Estamos vivos. Estou com a minha família e apesar de já precisar de umas férias deles nunca tínhamos passado tanto tempo juntos.
(a camisola não ficou assim tão feia, visto que é só para ficar em casa)


Como foi a vossa Páscoa? Conseguiram sair do pijama?

quinta-feira, 9 de abril de 2020

não vai durar para sempre

quero muito (assim como toda a gente) que isto passe. quero muito poder voltar à vida normal e aproveitar por todos estes dias que passei em casa. porém, enquanto isso não é possível temos de nos manter positivos e acima de tudo não nos sentirmos mal se não estamos a ser produtivos.
há dias que não nos vai apetecer fazer nada e há outros que vamos fazer alguma coisa. não vamos julgar alguém que esteja a ser super produtivo nem vamos julgar quem não está a fazer nada. 
cada pessoa tem o seu tempo e reage as coisas de forma diferente. o importante é não deixar ninguém se sentir sozinho. o importante é não irmos abaixo e achar que isto vai durar para sempre.

vamos todos tentar ser positivos. não há problema em chorar de raiva, não há problema se passarmos o dia no sofá a comer batatas fritas. não há problema se passarmos os dias a fazer exercício físico. todos somos diferentes e todos reagimos de forma diferente. façam o que vos faz sentir melhor, desde que se mantenham seguros.

isto não vai durar para sempre. o importante agora é ficarem em casa e acreditarem que isto vai passar. façam aquilo que vos apetece fazer - e se não apetecer fazer nada, é normal. 
falem com as vossas pessoas e façam companhia uns aos outros - ainda que seja virtualmente. 

aproveitem estes dias para pensar naquilo que querem para a vossa vida. que pessoas estão verdadeiramente presentes? quem querem manter na vossa vida? o que andam a fazer de errado? passem tempo a pensar na vossa vida e nas pessoas que vos rodeiam. é a altura ideal para tirar tudo o que é tóxico e deixar só o que nos faz bem.  

segunda-feira, 6 de abril de 2020

milagre na cela 7

Recomendei-vos no instagram, como sugestão para o fim-de-semana, o filme "Milagre na cela 7".

Este é dos filmes mais tristes e mais emotivos que eu já vi, mas também dos melhores filmes que já assisti. Sem querer contar muito, este filme turco conta-nos uma história de alguém que luta pela vida e se supera, a cada instante. 

O filme conta-nos a história de Memo, um pastor que tem uma deficiência intelectual. Memo vive com a sua mãe, Fatma, e a sua pequena filha, Ova.
A vida de Memo torna-se complicada quando este é acusado injustamente pela morte de uma criança - criança esta que é filha de um comandante do exército. Por esta razão, Memo é preso e condenado à morte. Com tudo isto, Ova é quem mais sofre com esta situação, 
O filme toca-nos porque vemos este homem a lutar pela própria vida,  sem saber muito bem como o fazer. 
O filme surpreendeu-me mesmo, não contava mesmo com o final que teve. Sinto que chorei durante trinta minutos seguidos, sem me conseguir recompor.
Aconselho-vos mesmo muito este filme. Pousem o telemóvel enquanto o estão a ver e deixem-se envolver na história que ele está a transmitir. Tenho a certeza que vão adorar.



quinta-feira, 2 de abril de 2020

O (meu) dia

o dia não foi de todo como eu tinha planeado. as circunstancias mudaram. foi difícil adaptar-me e perceber que ia ter mesmo de ficar em casa no meu dia de anos. 
felizmente, a vida surpreendeu-me e mostrou-me que estou rodeada de pessoas boas, pessoas que gostam de mim e que se preocupam comigo. 
comecei o meu dia na companhia (ainda que tenha sido por videochamada) das melhores pessoas que a universidade me trouxe e dos meus melhores amigos. 
fui surpreendida com duas visitas (ainda que à distancia) de três amigas que me trouxeram bolo como prenda de anos para que nada me faltasse.
estive rodeada de amor e carinho durante todo o dia. li muitas coisas que me fizeram chorar de alegria e recebi muitas chamadas que me puseram um sorriso no rosto. 

não foi o dia que idealizei mas ao menos estive com a minha família (que se esforçou para me ver feliz). cantei os parabéns com todas as pessoas que devia ter cantado se nada disto acontecesse e fui feliz.

não foi o melhor cenário. não era o que eu queria que acontecesse mas foi a melhor maneira que arranjei para marcar este dia. é sem dúvida um aniversário que eu vou recordar por ter sido tão diferente. vamos todos tentar ser positivos. ainda vão haver muitos momentos maus no meio desta quarentena mas vamos tentar não desanimar, ok? quando isto acabar vamos a todas as festas possíveis! 
                                                      
obrigada, de coração, a todos os que contribuíram para eu ficar feliz durante este dia. obrigada pelas mensagens que me aqueceram o coração e por mesmo longe, festejarem comigo. estou rodeada pelas pessoas certas!